A pandemia da Covid-19 impõe novos desa os e a aumenta a preocupação com as consequências sociais e econômicas em escala global. No Brasil as desigualdades já existentes se aprofundam e colocam as populações de maior vulnerabilidade expostas às graves consequências geradas pela pandemia.
A população que vive nas periferias ou em situação de rua, desempregados, trabalhadores informais, idosos, crianças, mulheres, indígenas, pessoas privadas de liberdade, refugiados, entre outros, precisam com maior urgência de serem atendidos pelas políticas de proteção social e humanitárias.
As ações emergenciais e imediatas visam minimizar os impactos sócio econômicos gerados pela atual crise, buscam garantir os direitos à vida e saúde da população que mais sofre com as restrições econômicas e possuem di culdade de acesso aos direitos e proteção social.
Sabemos, no entanto, que o momento requer a soma de esforços entre todos os níveis de governo, entidades e atores sociais. A sociedade civil organizada se apresenta como peça integrante importante para enfrentamento da grave situação sanitária, social e econômica que vivemos.
No atual período o distanciamento social é imperativo para evitar a propagação da doença e reduzir os níveis de contaminação. No entanto, muitas famílias, que já sofriam com a escassez de renda, enfrentam graves di culdades com o acesso à alimentação, produtos de higiene e limpeza, saneamento e água potável, e até mesmo de acesso à informação quanto as formas de prevenção e combate da Covid-19, acesso aos auxílios emergências e demais programas e ações governamentais.
O presente projeto visa desenvolver ações que apoiam as famílias que se encontram em situações mais vulneráveis, residentes na região periférica de Palmas/TO, e mesmo nas periferias existenciais da pessoa humana com uma cesta básica contendo 17 itens de alimentação e um outro kit contendo 07 itens de limpeza e higiene pessoal, garantindo assim o suprimento das necessidades básicas no que se refere aos direitos à: Alimentação; Higiene e limpeza. Propõe também organizar inicialmente até 10% dos bene ciários identi cados como autônomos para criação e organização de Fundos Rotativos Solidário, para que com o recursos de investimento proposto neste projeto, possam reiniciar seus negócios gerando autonomia nanceira e sustentabilidade econômica das famílias..
Qual o valor requerido para execução do projeto?: 101.264,00
Possui experiência nessa área de atuação?: Possui experiência maior que 2 anos O desenvolvimento do projeto/solução já foi iniciado?: A ASAP tem desenvolvido ações de atendimento direto a mais de 200 famílias em situação de risco de desnutrição e com insegurança alimentar.
Qual o objetivo que a proposta visa atacar?: Prevenção Qual o maior benefício da solução?: Minimizar as necessidades básicas de alimentação e sobrevivências econômica das famílias causadas pelo Covid-19
Qual o foco de atuação da sua proposta?: Atender às necessidades básicas/sanitárias
A solução/iniciativa apresenta algum diferencial competitivo? – inovação: O recurso proposto para investimento será utilizado de maneira solidária serão motivados a se organizarem em grupos de 10 pessoas formando os fundos rotativos Público alvo 200 Criança 0 anos a 6 anos Crianças integrantes de famílias de baixa renda 200 Criança 7 anos a 11 anos Crianças integrantes de famílias de baixa renda 200 Adolescente 12 anos a 14 anos Adolescentes integrantes de famílias de baixa renda 200 Adolescente 15 anos a 17 anos Adolescentes integrantes de famílias de baixa renda 200 Jovens 18 anos a 29 anos Jovens integrantes de famílias de baixa renda , despregado e autônomos impedidos de exercer função laboral 200 Adultos 30 anos a 59 anos Adultos chefes de família de baixa renda, desempregados ou impedidos de exercer funções laborais devido ao COVID-19.solidários- FRS, que será gerido pelo próprio grupo como forma de fomenta pequenos negócios.
Quais os principais riscos da solução? Como serão mitigados?: O principal risco é a má gestão do fundo rotativo, quando não houver comprometimento de todos os envolvidos e a inadimplência ao FRS, fazendo com quer o mesmo venha a não se auto sustentar.
Como serão mitigados? Para bem ser gerido será feita capacitação com todos os pretendentes a aderir ao FRS. Possibilitar aos grupos a conhecerem experientes exitosas com outros grupos já existentes, bem como fazer parceria com as universidades locais para acompanhamento e orientação técnica dos grupos, contribuindo para que a proposta seja bem sucedida
Há potencial de escalar/replicar a solução para outros locais?: Sim, mas depende de alguns fatores
Quais indicadores serão avaliados?: 1 – 600 das Famílias de baixa renda em situação de vulnerabilidade social no território mapeadas e atendidas. 2 -300 Trabalhadores informais sem condições de trabalho devido as recomendações e decretos de controle e isolamento social estabelecidos pelos governos. 3- 10% de bene ciários que são trabalhadores autônomos ou empreendedores serão organizados em grupos para implantação dos Fundos Rotativos Solidários.
Colocar seu plano de comunicação: A Comunicação se dará por meio das redes social e parcerias que serão estabelecidas com entidades da sociedade civil e órgãos governamentais, comerciários e outros, para que haja visibilidades divulgando inclusive o nanciador, utilizando a logomarcas da proponente e do parceiro nanciador do projeto.
Há alguma relação com o Poder Público?: A relação com o poder publico se dará mediante, parcerias estabelecidas para que se alcance os resultados positivos da proposta, não sendo essa essencialmente limitador da ações a serem implementadas pela entidade.
Experiência: Sim. Mais de 20 anos executamos vários projetos. Destaca-se: projeto de Enfrentamentoa Violencia Sexual contra Crianças e adolescente, acolhimento de vitimas de violência, formação humano, associativismo e cooperativismo.
De que forma a solução/iniciativa impacta o público-alvo no curto prazo?: Espera-se com a iniciativa que 600 famílias supram suas necessidades básicas urgentes de alimentação e higienização garantindo qualidade de vida nutricional auto cuidado e reinserção nas atividades laborais de auto sustentação.
Qual a estimativa do número de pessoas que serão bene ciadas com a solução/ação/projeto?: Até 3000 pessoas
De que forma a solução inclui os grupos de maior vulnerabilidade?: População de baixa renda , População de baixa renda e acima de 60 anos , População de baixa renda, acima de 60 anos e com doença crônica (diabetes, hipertensão, insu ciência renal crônica, doença respiratória crônica, doença cardiovascular) e População de baixa renda, acima de 60 anos, com doença crônica e com de ciência)
Há envolvimento da comunidade no projeto?: Há muito envolvimento local
O projeto endereça alguma comunidade? Se sim, fale sobre a comunidade que pretende atingir – diagnostico (contextualização): Não especi camente a um determinado grupo.
Promover Segurança Alimentar nutricional e de higienização às famílias em risco socialno município de Palmas garantindo alimentação saudável e diminuindo os impactos da pandemia do COVID-19 (coronavírus) e seus efeitos diretos na população carente, Fomentar a economia solidária dos pequenos empreendedores.
O projeto CAMINHOS DE SOLIDARIEDADE desenvolvido pela Ação Social Arquidiocesana de Palmas, ASAP, atua no município de Palmas aonde segundo dados estimados do IBGE vive uma população de 299.127 pessoas. O diagnóstico socioterritorial realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – SEDES em 2018, indicou que nos últimos anos houve um crescimento de 6,49% no número de pessoas e famílias abaixo da linha da pobreza em Palmas (SEDES, 2018, p. 54). Os dados do CadÚnico de maio de 2017 demonstravam que haviam 24.849 pessoas cadastradas que se encontravam em situação de extrema pobreza. Considera-se extrema pobreza, a situação da família, cuja renda per capita é de até oitenta e cinco reais.
Famílias em situação de pobreza e extrema pobreza possuem menores condições de proteger suas crianças e adolescentes e pessoas idosas, tanto pela situação de insegurança alimentar como pela vulnerabilidade para a incidência de outras violências. Dados levantados pela Política Pública de Assistência Social em âmbito local (SEDES, 2018, p. 53), demarcam que no município de Palmas foram identi cados 1.661 casos de descumprimento das condicionalidades do Programa Bolsa Família, no período de novembro de 2015 a novembro de 2016.
Em meio da calamidade que o Covid-19 se instalou rapidamente, a população clama com urgência de atendimento, a ASAP busca parcerias para chegar nas periferias, atender pessoas em situação de rua, desempregados, trabalhadores informais, idosos, crianças, mulheres, , refugiados, entre outros.
O estado do Tocantins, segundo estimativas do IBGE 2019, e do CAGED possui 12% da população desempregada . Estima-se que em Palmas por ocasião da pandemia COVID19, 61.000 pessoas que necessitam de emprego, é impossível projetar qual será o número de pessoas desocupadas nos próximos meses ou até mesmo em semanas. A luz do conhecimento cientí co não tem literatura ou histórico ou até mesmo dados o ciais que possamos nos balizar para tomar medir a situação que estamos vivendo não se compara a nada já vivido e muito provavelmente, seguindo os números apresentados pelo Ministro da Saúde. O enfrentamento proposto por este projeto pode não ser em números relativos o ideal, mas é uma proposta diante dessa calamidade que pode minimizar a situação nutricional de muitas famílias.
Período de Execução
Início: 20/04/2020
Término: 20/09/2020
Local
Palmas, TO
Instituição
Ação Social Arquidiocesana de Palmas
Parceiros
Instituto EDP
